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Bolinho da tia Nô

Bolinhos de grão de bico

Bolinhos de grão de bico

Eu demoro muito pra postar mas quando decido retomar o blog,  acaba indo tudo de uma vez. A vida é assim mesmo, uns dias com mais tempo e outros (a grande maioria) sem nenhum disponível. E como eu adoro fazer novas receitas, tento sempre compartilhar as que são práticas e que o João adora.

Dessa vez a história é rápida, meu marido viajou há algum tempo pra São Paulo e aproveitou para visitar alguns dos meus familiares. Em uma dessas visitas ele provou um bolinho de grão de bico que minha tia Noemi preparou com muito carinho e que agora vou divulgar.

João super aprovou (claro, quem é que não gosta de uma fritura ás vezes?!), eu fiquei feliz com o resultado porque além de vegano e fácil de preparar é uma delícia deliciosamente deliciosa. Faz o teste!

    Bolinho de grão de bico

Ingredientes:

2 xícaras de grão de bico

5 colheres de sopa de farinha de trigo

1/2 cebola

3 dentes de alho

3 colheres de sopa de azeite

Cheiro verde a gosto

1 colher de sopa de majericão picado

Suco de meio limão

Sal a gosto

Modo de preparo:

Deixe o grão de bico de molho de um dia para o outro e cozinhe na pressão com sal até ficar bem molinho depois amasse com um garfo grosseiramente. Acrescente os outros ingredientes e misture muito bem, faça as bolinhas e frite em óleo quente.

Se você gosta de uma pimentinha, coloque a sua favorita!

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Na escola, na lancheira

Hora do lanche!!

Hora do lanche!!

Não há desculpas para tanto abandono. Uns me perguntam “você desistiu do blog?” ou “poxa, gostava tanto dos seus posts, pena que você não escreve mais”. Eu gostaria de ter mais tempo, tanto para o blog quanto para mim mas a vida não anda corrida, ela tá correndo mesmo e muito rápido.

João completou 3 anos e eu, finalmente, já não preciso mais comprar fraldas. A cada dia que passa me orgulho mais da pessoinha esperta, curiosa e falante que tenho em casa. Na última reunião escolar que fui só ouvi elogios e isso me deixou muito feliz, claro! Acompanho tudo o que acontece na escola e seguro as lágrimas quando aquela mãozinha escreve a letra “J” ou os números “1, 2 e 3”.

E já que estou falando de escola, quero aproveitar para comentar sobre o lanche. Como todo mundo já sabe minha família é vegetaria e, por sorte, ninguém torceu o nariz quando anunciei nossa escolha alimentar. Pelo contrário, eles foram muito simpáticos e se preocuparam em me ouvir. Deixei tudo muito claro e disse que sempre mandaria um lanche para o João.

Quem me deu mais trabalho foi o pequeno porque ele via as crianças comendo coisas diferentes e sempre me pedia, “mãe, quelo salgadinho”, “mãe, quelo cachorro quente”. Na minha casa sempre conversamos bastante e eu nunca enrolei o João sobre esse assunto, sempre digo a verdade. Então o jeito foi dar uma inovada no cardápio da lancheira para que as outras crianças tenham vontade de experimentar o lanche dele e não vice-versa.

Mando sempre suco natural ou aqueles integrais de uva , alguma oleaginosa (castanha do brasil, amêndoa e pistache são os mais pedidos), um danoninho porque eu também não sou nenhuma megera radical e invento sanduichinhos com pão de forma porque bisnaguinha ele deixou claro que não quer. Ás vezes vai uma fruta que ele adora como mexerica, morango ou goiaba por exemplo.

A última novidade foram os bolinhos de arroz com pesto, receita da Bela Gil que vi no programa Bela Cozinha, no GNT. Fáceis e apetitosos! Mudei duas coisas na receita: não usei arroz integral, foi o branco mesmo e não coloquei o parmesão ralado. As receitas no site são super bacanas pra quem quer fazer algo diferente e melhorar a qualidade da alimentação.

E agora um viva para o retorno do Pé de Feijão!!

 

 

 

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De mãe pra filha

Batata recheada

Batata recheada

Há tempos, quando apenas minha mãe comandava o fogão de casa, comíamos ás vezes uma deliciosa batata recheada que sempre fazia sucesso.      Hoje, cuidando da alimentação da minha família, muitas vezes lembro dos pratos que ela fazia e que eu adorava. Pensando nisso e mesmo não sabendo exatamente a receita dela, resolvi me arriscar e fazer as famosas batatas.
Reinventei e deu muito certo, tão certo que a única coisa que sobrou foram os elogios do marido e do filhote (..”batata gotosa mãe” <3). Como a preparação é rápida e o resultado maravilhoso resolvi compartilhar com vocês, mães super ocupadas. Anotem aí!

    Batatas recheadas (lacto vegetariana)

Ingredientes:
Batatas grandes (a quantidade você decide porque elas serão cortadas ao meio então faça conforme as pessoas de sua família) lavadas
Azeite extra virgem
Cheiro verde
Espinafre
Requeijão
Sal

Modo de preparo:
Corte as batatas ao meio (no comprimento) e coloque com casca para cozinhar com sal. Fique atenta porque elas não podem cozinhar demais, tem que ficar al dente. Enquanto elas cozinham, lave o espinafre, o cheiro verde e dê uma picada neles, bem grosseiro mesmo.
Depois que a batata estiver macia, escorra e com uma colher tire uma parte do miolo e coloque no liquidificador. Elas tem que ficar como um barquinho, cuidado para não tirar muito e deixar o fundo só na casca.
Coloque o espinafre, o cheiro verde, bastante azeite e um pouco de sal junto com o miolo que você tirou e bata tudo no liquidificador.
Depois, forre uma badeja com papel alumínio e disponha os barquinhos de batata, primeiro coloque uma colher de chá de requeijão e depois o creme que você bateu. É só colocar no forno 180° pré aquecido por mais ou menos 15 minutos e pronto!

A receita pode se tornar vegana se tirar o requeijão e fica deliciosa do mesmo jeito. Faça o teste!

ps. eu não tinha batatas muuuito grandes na ocasião mas deu certo.

 

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Torta rápida da mamãe

Torta de espinafre com cenoura

Torta de espinafre com cenoura

Acho que vocês estão cansados de saber que eu adoro cozinhar mas o tempo é curto pra fazer receitas mais elaboradas então vou atrás das fáceis e rápidas. Semana passada minha mãe me ligou dizendo que fez uma torta ovo-lacto vegetariana muito gostosa e rápida de preparar. Opa! É comigo mesmo, pensei.
Ontem eu e o João fizemos e acertamos em cheio, ficou macia e molhadinha! O mais legal dessa receita é que você pode inventar o recheio e dá super certo. Eu fiz de cenoura com espinafre e cebola, mas você pode fazer também de brócolis com palmito e azeitonas, por exemplo, ou de abobrinha com milho e tomate…são muitas as variações, vai da sua criatividade.
Então mães super ocupadas, anotem a receita e se surpreendam com o resultado.

Torta rápida

Massa:

12 colheres de sopa (bem cheias) de farinha de trigo
3 ovos
2 xícaras de leite
1 xícara de óleo
1 colher de sopa (cheia) de fermento em pó

Recheio:

2 cenouras grandes raladas
1 cebola média picada
1/2 maço de espinafre lavado e picado
Cheiro verde e sal á gosto

Modo de preparo:

Bata na batedeira a farinha, os ovos, o leite e o óleo. Depois adicione os ingredientes do recheio e o fermento, bata mais um pouco e pronto! Coloque em uma forma untada no forno 180°C por mais ou menos 40 minutos e voilá!

 

Lembrando que o recheio você pode escolher mas lembre-se, se quiser colocar tomate é melhor sem as sementes e o milho deve-se cozinhar antes, pra ficar mais macio.

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Hambúrguer sem culpa

Hambúrgueres de legumes

Hambúrgueres de legumes

É fácil encontrar alguém que goste de uma besteirinha aqui e ali, difícil mesmo é manter o controle e comer poucas vezes por semana uma fritura ou algum doce. Claro, existem exceções. Mas eu, como uma boa mãe neurótica, faço o possível para minha família se manter forte, com boa imunidade e nutrida. Saúde começa no prato!

Sim, ás vezes rola uma balinha, pirulito, brigadeiro – não sou nenhuma megera – mas tento evitar para que o João não vicie o paladar em coisas doces ou salgadas demais e acabar achando sem graça o que realmente importa. Depois que crescer e estiver cuidando do próprio nariz, ele decide se quer comer besteiras de mais ou de menos.

O fato é, tudo em excesso faz mal, frituras, doces, enlatados, congelados, processados….tudo uma porcaria! Mas para comer uma  junk food sem me sentir muito culpada ás vezes preparo alguma coisa nem tão junk assim e matamos nossa vontade (opa! quer dizer, a minha). Então hoje fiz hambúrguer de legumes, receita que tirei do livro Merenda Vegetariana. Fácil de preparar, gostoso e nutritivo pra criança nenhuma botar defeito.

Anota aí!

1 batata cozida

1 cenoura

1 aborinha

1/2 xíc de farinha de mandioca

10 azeitonas verdes picadas

Sal, cheiro verde e orégano

Rale a cenoura e a abobrinha, amasse a batata e misture com os temperos e azeitonas. Polvilhe farinha de mandioca e misture novamente até formar uma massa que dê para ser moldada. Faça os hambúrgueres e empane na farinha de rosca. Pode fritar, grelhar ou assar.

Hoje foi frito mesmo, rs.

 

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As preferências e uma receitinha rápida

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Macarrão colorido

Há um tempo João tem suas preferências gastronômicas, quando vamos a algum restaurante self-service na maioria das vezes é ele quem escolhe o que quer comer. Normalmente é: arroz, feijão, macarrão alho e óleo, quiabo (veja só!),couve, ás vezes repolho, pepino e tomate. Muita coisa pra um rapazinho de 2 anos e 8 meses que desde pequenininho já sabia o que queria com sua forte personalidade.

Sei que ele não curte muito couve flor refogadinha, mas se for gratinada desce redondo e sei também que o macarrão deve ser sem molho. Então comecei a inventar pratos rápidos para aqueles dias em que rola atrasos na hora de comer ou é preguiça de cozinhar mesmo. Ontem foi um dia preguiça, se é que posso chamar assim.

Cheguei em casa bem cansada do dia que, pra variar, tinha sido de correria. Até aí tudo bem, não fosse o fato de que havíamos almoçado na rua e eu não tinha nada pronto na geladeira para jantarmos. Recorri a receita mais boba e gostosa que inventei e que o João adora (digo que inventei porque até hoje não vi uma receita dessas, mas também nem pesquisei sobre isso), o macarrão colorido. Dei esse nome porque adoro cores no prato e esse tem laranja, verde e vermelho. Uma maravilha! Bateu a curiosidade? Então anota aí!

Macarrão colorido

Brócolis ninja, uma cenoura média, 3 tomates, meia cebola, 3 dentes alho, cheiro verde, massa da sua escolha (pra essa receita eu gosto de fusilli ou parafuso), azeite pra refogar e sal a gosto.

Coloque a água pra ferver já com o brócolis, é melhor colocar a “árvore” inteira porque você vai retirar antes da massa cozinhar – dica: faça um corte como uma cruz no talo do brócolis porque essa parte é mais dura. Tampe a panela e vá descansando e ralando a cenoura, picando a cebola e o alho (detalhe: aqui em casa adoramos alho então eu coloco mais do que 3), o cheiro verde, descasque e pique os tomates.

A essa altura a água deve estar fervendo e o brócolis al dente, se você ainda achar ele durinho adicione a massa, o sal e fique de olho pra ele não cozinhar demais, não queremos isso! Se estiver do seu gosto retire-o com um garfo,pique e reserve até a massa cozinhar.

Depois de cozida, escorra e reserve porque você vai usar a mesma panela pra preparar o “molho”. Coloque o azeite e a cebola na panela, quando ela começar a dourar adicione o alho, fique atenção pra ele não fritar demais e ficar marronzinho porque assim fica amargo. Coloque a cenoura, os tomates, o brócolis e o sal, mexa e deixe tapado por uns 2,3 minutos. O tomate vai começar a soltar um pouco de água e a cenoura vai querer murchar, esse é o momento de jogar a massa nessa maravilha e mexer generosamente. Depois é só adicionar o cheiro verde e pronto! Pouca louça suja, comida saborosa e pronta em 30 minutos.

Eu servi com castanhas de caju picadas e amêndoas, pra elevar o valor nutricional da receita. Parece bobinha mas presta atenção, o brócolis tem vitaminas A, B e C, cálcio, fibras e ferro. A cenoura tem betacaroteno e potássio, o tomate tem vitamina A, C e licopeno (pra se ter uma ideia, a quantidade de vitamina A e vitamina C em apenas 4 fatias de tomate (88 gramas) corresponde, respectivamente, a cerca de 5 % e 14 % do valor médio da ingestão diária recomendado para adultos saudáveis (RDA), castanha de caju tem proteína, é rica em fibras, alguns minerais como ferro e zinco e a amêndoa também tem proteína além de ferro, cálcio e carboidrato. Ufa!

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Pra tudo tem hora

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Confesso que as coisas não têm sido muito fáceis. João no auge dos seus dois anos tenta dominar tudo e eu tento, ou melhor, continuo tentando manter a elegância. Passamos por muita coisa nesse tempo em que o pé de feijão ficou desatualizado. A falta de tempo, o cansaço físico (e mental) eram barreiras que me bloqueavam pra escrever, enfim….João desenvolveu super bem a fala, tanto que só para quando está dormindo, entrou no maternal e está cada vez mais esperto. Sinceramente, não vejo a hora dos “terríveis dois anos” irem embora e começar uma nova fase. Espero profundamente que seja um pouco mais tranquila (otimismo sempre!).

Ele é um menino bem ativo e sempre está disposto a fazer alguma atividade. Descobriu que pode ser mais independente e quer fazer tudo sozinho, mesmo não conseguindo. Tem uma personalidade fortíssima, teimoso e tudo tem que ser na hora que ele quer e pronto! E é sobre isso que quero focar hoje, como ensinar nossos pequenos a esperar a hora certa.

Desde bebezinho, o João tem uma rotina que hoje é baseada em acordar, comer, ir para a escola, voltar para casa, tomar banho, comer, dormir, comer, brincar, brincar, destruir alguma coisa, comer, tomar banho e ir pra cama! Então, inconscientemente ele sabe que tem hora pra tudo e eu uso essa nossa rotina como referência quando preciso explicar que “agora não”, sem ele ficar tão irritado.

Há um tempo, repito sempre a mesma coisa quando não posso atendê-lo no momento solicitado ou quando não é hora de fazer alguma coisa. No começo ele ficava super bravo, gritava e queria por tudo nesse mundo que fosse atendido naquele momento, então a mamãe aqui dizia “João, eu sei que você quer, mas agora não dá. Nós temos a hora do almoço, certo? Temos a hora de tomar banho e de dormir, certo? Então, pra tudo tem a hora certa, você pode esperar?”  Depois de um tempinho, ele sempre se acalmava e esse tempinho está se reduzindo dia após dia.

    Percebi que fazer uma pergunta a ele era como se fosse um desafio, “você pode esperar? você consegue?” E funcionou, minha gente!! Claro que às vezes precisamos negociar algumas coisas, mas o mais importante é poder sentir que ele, aos pouquinhos, está aprendendo a esperar e a ser mais paciente. E eu, vou aprendendo junto.