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É grão?! Deixa de molho!!

Feijão carioca de molho

Feijão carioca de molho

Desde que decidi ser vegetariana, há quase dez anos, sempre busquei informações e orientações para que a minha alimentação fosse equilibrada e nutritiva. Depois que me tornei mãe a neurose piorou, e muito! Uma parte porque sou preocupada mesmo e outra parte porque familiares sempre estavam pegando no meu pé (preocupados com o crescimento do João, claro). Desmistifiquei muita coisa para que os onívoros da família ficassem mais tranquilos porque criança pode ser vegetariana sem nenhum problema, desde que a alimentação ofereça todos os nutrientes e vitaminas necessários para o dia a dia dela.

Sem dúvidas, a saúde começa no prato. E não adianta torcer o nariz pra um gengibre porque, entre outras coisas, ele é anti-inflamatório ou mostrar a língua pra um belo maço de espinafre porque apenas 100 gramas de suas folhas contém aproximadamente 2,7 mg de ferro, perdendo pra um bife que, na mesma quantidade, contém aproximadamente 2,4 mg. Por isso a informação é tão importante pra quem busca uma vida mais saudável pra família, pro meio ambiente e, consequentemente, menos sofrimento animal.

Então hoje vou dar uma dica super bacana que diz respeito aos grãos. Deixá-los de molho na água antes de cozinhar serve, não só pra diminuir o tempo de cozimento e economizar no gás, mas para ajudar nosso organismo a conseguir uma melhor absorção dos nutrientes que essas maravilhas podem nos proporcionar. Todas as leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja…) contém ácido fítico – é uma forma utilizada pelas plantas para armazenamento de fósforo, e fica na camada mais externa – uma vez de molho você consegue diminuir o teor do ácido!

O ácido fítico aprisiona minerais essenciais como o cálcio, magnésio, cobre, ferro e zinco, portanto, pode contribuir para deficiência dos mesmos no organismo, bloqueando parcialmente sua absorção. É por isso que uma dieta rica em grãos integrais não-fermentados pode levar a sérias deficiências de minerais e perdas ósseas, além de síndrome do intestino irritável, intolerância ao glúten, dificulta a absorção de proteínas como um todo na dieta, e outros problemas e efeitos adversos a médio e longo prazos.

Então, a simples prática de deixar grãos de molho por um período, antes de consumi-los, irá aumentar enormemente seus benefícios nutricionais pra você e sua família. ❤

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Um viva para o vapor!

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Cenoura e vagem com cebola cozidos no vapor

O Pé de Feijão pode ter sido abandonado por um período mas jamais foi esquecido. Penso nele todos os dias e acabo deixando de lado pra fazer outra coisa. No mais, é isso…cá estou tentando reanimar a “mamãe blogueira” que existe em mim. E como, na maioria das vezes, eu falo sobre comida (porque adoro cozinhar e comer bem) esse post não será diferente.

Eu, mamãe maluca neurótica com alimentação, procuro fazer o possível pra minha família continuar forte e saudável. Por isso vim compartilhar os benefícios da comida preparada no vapor. Alimentos feitos assim são muito mais saudáveis porque a composição nutricional sofre pouca alteração, mantendo-os com as cores vivas, crocantes e suculentos.

O brócolis que meu filho ama, por exemplo, preserva 84% de suas vitaminas se for cozido no vapor. Bem diferente de apenas 40% se fosse colocado na água fervente. O mesmo acontece com a couve-flor, batata, cenoura, beterraba, espinafre, vagem, repolho…então, cozinhando assim você e sua família ganham o dobro de nutrientes, além de ser fácil e prático porque você pode cozinhar vários alimentos juntos separando em camadas, começando pelo mais duro – beterraba e cenoura por exemplo – e terminando com o que cozinha com mais rapidez – abobrinha, repolho, espinafre…

Outra coisa boa é o fato de não precisar de óleo (o coração agradece <3) e depois de cozido você pode temperar da forma que quiser. No meu caso, dependendo do alimento, vario usando sal marinho, orégano, cheiro verde, louro, cominho, alecrim, pimenta do reino, manjericão, curry, coentro…dentre outras especiarias.

E não adianta vir com o papo “não tenho a panela especial pra cozinhar” porque dá pra fazer mesmo sem. Você precisa apenas de um modelo comum e uma peneira de alumínio ou um escorredor de macarrão que se ajuste à panela. Hoje, tivemos um cozido de vagem com cenoura e cebola, gosto de cortar pedaços maiores porque o João adora comê-los com as mãos.

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Tempo seco aqui não é bem vindo

O olhinho doente

O olhinho doente

Moro em Anápolis,Goiás, há quase quatro anos e sempre quando as chuvas de verão param de cair e o tempo muda eu fico doente. Mas antes era só eu, agora somos dois. No seu quase segundo ano de vida é a segunda vez que o tempo seco influencia nossas vidas e faz algumas alterações na minha sanidade.

João começou com os sintomas do resfriado há quase duas semanas, aquela coisa…nariz escorrendo e um pouco de tosse. No mesmo dia preparei o nebulizador para ele fazer inalação e assim ajudar seu pequeno corpinho na luta contra o vírus.

Ficamos nessa rotina durante uma semana e ele não melhorava nem piorava, até coloquei uma bacia com água no quarto dele, já que nosso umidificador quebrou. E tempo ficando cada vez mais seco.

Mas há 3 dias, quando pela manhã fui buscá-lo no berço depois de chamar a “mamããe, mamããe” milequinhentas vezes, percebi que seu olho direito estava colado. Isso mesmo, co-la-do com remelas amareladas. O engraçado é que ele agia como se nada estivesse acontecendo enquanto eu fui correndo pra cozinha pegar o soro fisiológico na geladeira para limpar aquela melequeira.

Depois de limpo – e muitos gritos no meu ouvido – vi que o olhinho dele estava avermelhado e caidinho. Mas o pequeno destruidor estava tão tranquilo com relação a isso que eu apenas fiquei limpando com soro quando saía alguma remela. Percebi que ele não coçava então fiquei mais calma. O saco é que por causa desse resfriado e o nariz sempre entupindo ele começou a ficar beeeem manhoso, chorão e mais carente do que o normal. E cadê a paciência da mamãe que também estava doente? Cadê, cadê?!

Então, no terceiro dia de olho remelento e duas noites mal dormidas, levei a cria ao médico e ficou oficializada a infecção purulenta devido a bactérias patogênicas. Cuidando direitinho com um colírio específico de 6 em 6 horas, xarope expectorante, inalação, muito carinho e atenção, consegui uma melhora visível já no primeiro dia de tratamento.

Agora preciso juntar dinheiro e comprar logo um umidificador para dar um basta nesse “jeitinho brasileiro” de dormir ao lado de uma bacia cheia de água.

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O que será?

João devorando um pedaço de melancia

   As crianças que ainda não falam são um pouco misteriosas. Claro, porque fica difícil de saber o que realmente está se passando naquele corpinho deles. Algumas coisas a gente descobre com aquele instinto mãe de ser mas outras…só o médico ou exames especializados.
Digo isso porque há mais ou menos dois meses o pequeno grande amor da minha vida começou a comer muito. Eram pratos generosos seguidos por fruta de sobremesa e suco. Sim, eu ficava bem feliz porque uma das melhores coisas que podem acontecer com uma mãe, além dos beijos e carinhos que eles dão, é ver o prato vazio.
Depois de uma semana de comilança desenfreada comecei a reparar que o João estava colocando pedra, terra, pedaços de parede e outras porcarias na boca. Desde bebezinho ele colocava bastante coisa na boca, mas eu fiquei preocupada porque ele começou a comer demais. E o que me veio á cabeça?! Verme, o menino está com verme.
Antes da consulta pediátrica fiquei pesquisando na internet os efeitos dos vários tipos de parasitas no corpo dos seres humanos e descobri que além de verme essa história de comer e comer pode ser causado também por anemia e, veja só, a anemia pode ser causada por deficiência de ferro, zinco e vitamina B12.
Finalmente o dia da consulta chegou e, claro, o João precisava fazer exames, de sangue e fezes para assim descobrirmos a causa disso tudo. Fiquei apreensiva porque se o pequeno estivesse anêmico o mundo cairia nas minhas costas com frases do tipo “viu só, você não dá carne pra ele” ou “ta doente porque não come carne” e mais um monte de outras coisas relacionadas a escolha da minha família ser vegetariana.
Deixei a cria de jejum e lá vamos nós colher sangue e entregar as três amostras de fezes, uma de cada dia diferente. Fiquei ansiosa o fim de semana inteiro, esperando esses resultados. E quando finalmente fui buscá-los, adivinhem…sem vermes e sem anemia, tudo nos conformes! Foi como se um peso fosse tirado das minhas costas, fiquei aliviada. Mas…e então? Porque raios o menino come tanto e fica colocando porcaria na boca?
Segundo o médico ele come porque tem apetite e coloca as coisas na boca porque ainda está na fase oral, fase que passa mais rápido pra algumas crianças ou é mais demorada para outras. Portanto, o jeito é agradecer aos céus por esse apetite, ficar atenta para meu coisa fofa não colocar muita porcaria na boca e, claro, ter muita paciência até essa fase passar.

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"Na hora de fazer não gritou"

Meu parto aconteceu há exatos 1 ano, 9 meses e 2 dias, foi muitíssimo dolorido, sofrido e um pouco traumatizante. Desde a descoberta da minha gravidez decidi pelo parto normal por “n” motivos, dentre eles está o mais importante (na minha opinião) que é a recuperação mais rápida. Penso assim porque minha família não poderia estar presente e todos da família do meu marido trabalham, inclusive ele. Portanto eu precisava me recuperar o mais rápido possível para continuar minha vida normalmente com meu bebê.
Mas nem tudo são mil maravilhas e muitas vezes as coisas não saem como planejamos. Fiz yoga vários meses para aprender a controlar a respiração e fazia posturas para fortalecer minha lombar na hora do vamos ver. Entrei em trabalho de parto ás 10 horas do dia 26 de julho de 2011, fui para a Santa Casa de Misericórdia de Anápolis e me internaram imediatamente.
Fiquei na sala de pré parto com minha sogra que estava mais nervosa do que eu e rodeada por enfermeiras que aparentavam estar ali trabalhando de graça. Nessa tal sala estavam outras mulheres, portanto, meu marido não podia entrar e, obviamente, não podia me passar aquela confiança e força de que eu tanto precisava.
As contrações estavam me matando, não conseguia ficar quieta mesmo com a desaprovação das enfermeiras que repetiam “fica quieta, o nenê não gosta de grito”. E eu pensava “cala a boca, é muita dooooor!” Depois de tanto sofrimento o coração do meu pequeno estava enfraquecendo e infelizmente não consegui a dilatação necessária para o parto normal. O jeito foi correr pra cirurgia e ás 21h15 eles arrancaram ele de mim. Tudo muito frio.
Hoje penso que se eu estivesse mais relaxada, com profissionais conversando comigo e me auxiliando, talvez eu conseguisse a tal dilatação. Eu estava assustada, com frio, muita muita muita dor e queria meu marido e minha mãe por perto.
Vim aqui compartilhar isso com vocês porque a pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. As mais comuns, segundo o estudo, são gritos, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, falta de analgesia e até negligência.
Em 2010, 81,83% das crianças que nasceram via convênios médicos, vieram ao mundo por cesarianas. Em 2011, o número aumentou para 83,8%, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Há ainda hospitais particulares como o Santa Joana, em São Paulo, que no primeiro trimestre de 2009 apresentou taxa de 93,18% cesarianas, segundo o  Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC).
Claro que muitas mulheres optam pela cesariana, mas creio que a maioria delas preferem o parto normal e isso é tirado delas com brutalidade. Portanto, devemos fazer o possível para se informar sobre os nossos direitos porque todas precisam receber carinho e atenção em um momento tão intenso.
Para quem quiser ler a pesquisa completa, é esse o link:
http://www.apublica.org/2013/03/na-hora-de-fazer-nao-gritou/

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João e sua primeira afta

 

Todo mundo pelo menos uma vez na vida sentiu na pele, ou melhor, na boca o que é ter uma afta. Dificuldades para comer, beber, dependendo do lugar é ruim até para falar e deixa muita gente de mau humor, principalmente o fofura da minha vida.
Tudo começou em São Paulo, onde passamos uma semana visitando os familiares, quando um dos primos, acidentalmente, tascou um brinquedo no rosto do João e este, por sua vez, começou a berrar instantaneamente…e lá vou eu verificar o drama da situação. Percebi um cortinho no lábio superior, então eu o peguei no colo e fui lavar o machucadinho. Logo em seguida o sangue parou e ele já estava feliz de novo. E pronto, esqueci.
Nossa volta estava marcada para o dia seguinte e foi nesse fatídico dia em que tudo começou. Parecia que um outro menino tinha acordado. Manhoso, irritado, chato, babando sem parar e o pior de tudo, sem vontade de comer. Fiquei pensando no que poderia  ter acontecido naquela noite, talvez alguém tenha trocado de corpo com meu filho durante a noite ou ele simplesmente estava agitado porque eu também estava agitada e ansiosa para a viagem de volta.
E foi assim durante a manhã, a viagem, o fim da tarde, o começo da noite e a noite. Na manhã seguinte a situação começou a piorar, nem a mamadeira ele queria mais. “Que será que esse menino tem?”, pensava eu já cheia de preocupação. Logo após o turbulento almoço entendi o que ele não conseguia me dizer, quando estava no meu colo, o pequenino levantou a cabeça e pude vê-la! A maldita afta estava lá, no lábio superior onde tinha sido o corte.
Ahhhhh então esse é o motivo de tanta irritação (e bota irritação nisso). Cheguei até a pensar que poderia ser mais um dente querendo sair mas não podia ser possível já que ele tem 16 dentes nascidos e crescidos. A solução foi um santo remedinho chamado Violeta Genciana, que mancha o que estiver pela frente e o melhor de tudo, não arde. Após 2 dias ele já estava se sentindo muito melhor, (e eu também) tomando seu leitinho e comendo bem como de costume.
Quando coisas indesejadas acontecem com nossas crianças, como doenças, resfriados, machucados e até mesmo aftas o jeito é ter muita muita paciência e dar mais carinho e atenção, já que eles ficam muito mais carentes em situações como essas. Acho que agora já estou pronta pra outra….

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Mamãe não fica dodói

Mãe não pode ficar doente e, se ficar, é proibido se entregar. Ano passado estava com princípio de pneumonia e não pude nem “curtir” minha doença na cama com sopinha. O jeito era levantar cedo, dar o seio pro menino e começar as atividades.
Eu fazia (meio que me arrastando) o essencial: comida, roupas e tentava deixar a casa habitável. Na época o João tinha 10 meses e meu marido saía de casa cedo pra ir trabalhar e voltava só depois que o pequeno já estava dormindo. Conclusão: só restava eu e eu mesma pra cuidar das coisas.
Então, se a gripe ou o resfriado resolverem aparecer na sua vida e você não tiver ninguém pra te ajudar, tente dormir na hora das sonecas do neném e esqueça a bagunça da casa. Tome litros e litros de líquido, tente comer bem e dormir cedo! Eu fiquei uma semana no fundo do poço e uma noite no hospital mas sobrevivi. Mas isso só acontece com mulheres, a maioria dos homens doentes são como crianças babonas, frágeis e sentimentais.