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A loja, os brinquedos, o furacão

birra-capa    No dia da Proclamação da República fui com meus sogros e o pequeno João conhecer uma nova loja de departamentos aqui em Anápolis e, como eu estava de bom humor, decidi comprar um presentinho pro destruidor. Enfim, chegamos na tal loja e fomos direto para a seção de brinquedos, que mais parecia um parque de diversões, e logo vi uma singela plaquinha no meio das motocas, motinhos e bicicletinhas coloridas que dizia “favor não mexer no mostruário”, mas aparentemente nenhum papai e mamãe havia lido o aviso e seus pequerruchos testavam tudo que tinham direito.
Pensei “bom, já que todos estão mexendo vou deixar o João brincar também”, afinal de contas como ia explicar que era proibido sendo que TODAS as crianças estavam atacando tudo? Passados uns 10 minutos chega um funcionário e coloca todos em seu devido lugar, menos o João. Ele não conseguia aceitar o fato que antes “podia” e agora “não pode mais”.
Claro, ele ficou frustrado e inconsolável, chorava, gritava…um escândalo só e eu, tentando com todas as forças manter meu auto controle, calmamente abaixei e pedi que ele me escutasse “querido, a mamãe sabe que você tá chateado e quer brincar nos carrinhos mas o rapaz disse que não pode porque eles estão a venda”. Assim que terminei meu discurso, com o funcionário atrás de mim como se fosse um encosto ele começou a gritar mais alto ainda.
Tentei distraí-lo falando para irmos escolher um brinquedo que eu pudesse pagar…sem conversa. Tentei fazê-lo se acalmar repetindo o discurso mas nada…e o encosto lá atrás de mim. No fim não entramos em um acordo, não conheci a loja direito, não comprei o presente (óbvio) e saímos todos chateados.
Fiquei me sentindo super mal por não conseguir fazê-lo entender a situação, mas é dureza para uma criança de 2 anos aceitar que uma hora pode e dois minutos depois não pode. Bom, eu não deveria tê-lo deixado brincar desde o começo, mas era praticamente impossível com tantas crianças mexendo em tudo e minha sogra o incentivando.
Passei o fim de semana refletindo sobre esse tipo de passeio com o João, preciso de muito mais auto controle e serenidade para conversar com ele sobre esse comportamento que eu acho inaceitável. Quando chegamos em casa disse que ia ter castigo e como meu marido estava viajando (quando ele viaja, dormimos juntos) o puni com uma noite solitária no berço e sem beijo de boa noite. Será que adianta?!

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O telefone tocou novamente

OK, confesso. Sempre que posso dou aquela olhadinha básica no celular….facebook, instagram e todas as maravilhas do mundo da internet. Comecei a pensar sobre isso porque meu telefone passou a ser um acessório indispensável na minha vida. Telefonemas, mensagens e o wi-fi (aahhh o wi-fi).
Enfim, o caso é que o sossego acabou…basta eu pegar o aparelho que o pequeno grande homem  quer mexer, quando vou atender alguma ligação e ele está por perto começa a puxar minha roupa e grita “alô! alô! alôôôôôôô!” A essa altura eu já não sei se tento ouvir a pessoa do outro lado ou se dou uns gritos com o destruidor.
Mas, como eu sou uma lady (hehehe), tenho que parar a conversa e me abaixar pra dizer  “é a mamãe que vai falar agora, João e blábláblá” e retomo a ligação. Isso só não dá certo quando eu atendo e digo “oi mamãe” ou “oi papai”, não tem jeito…ele PRECISA falar primeiro e eu tenho que lutar pela minha vez.
Isso me fez rever uns conceitos, somos escravos da tecnologia, da internet, dos jogos e nossos filhos seguem o exemplo do que vivenciam em casa. Com apenas dois anos o João sabe passar as fotos no celular, dar play e pause nos vídeos e ainda escolhe alguns da galinha pintadinha no youtube. Eu fico pasma!
E novamente, os 93 centímetros de ser humano me abre os olhos para, digamos, meu vício. É preciso dar um tempo antes que o menino ache mais importante olhar alguma atualização no face do que sair livre correndo por aí.