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Hipnose da galinha

2013-05-22 11.12.30

hipnose

Sinceramente, não gosto que meu filho assista televisão. Prefiro que ele use a imaginação e brinque com seus brinquedos, ou fique no quintal correndo atrás de borboletas ou imitando nosso cachorro a deitar e rolar na terra (óquei, fico brava quando ele faz isso mas…paciência, lavou tá novo). Eu assumo, vejo sim televisão mas só depois que ele foi dormir e fico lá quietinha, sem me mexer muito porque, querida leitora, os meus dias são intensos de vai-pra-lá-vem-pra-cá.

Sei que existem alguns programas super bacanas e instrutivos para os pimpolhos, como o Vila Sésamo, por exemplo, mas ainda assim sempre preferi inventar outras brincadeiras. Claro que dá mais trabalho, que mãe não gosta das crianças lá sentadinhas comportadas enquanto o almoço está em fase de preparação?! Se for pensar assim, então eu gosto de sofrer.

O caso é que meus sogros apresentaram a galinha pintadinha pro João e agora ele fica pedindo pra assistir o “cócó”. Tudo bem, são músicas que eu ouvia na minha infância com desenhos super coloridos, músicas que ensinam as crianças  contar de 1 a 10, ensinam que é necessário lavar as mãos antes das refeições, que tomar banho é divertido e mais um monte de coisas que ficam o dia inteiro na minha cabeça. É impressionante como a tal da galinha e seus amigos hipnotizam as crianças.

Eu fico chateada porque o João aprendeu a ligar o computador e faz um escândalo se eu não coloco os vídeos pra ele assistir. Não comprei os DVD’s porque não quero ele lá sentado na frente da televisão com cara de hipnotizado, igual quando fica no notebook. Ele permanece quieto durante quase meia hora praticamente sem se mexer e eu acabo aproveitando a situação pra fazer as coisas mais rápido, mas sempre o chamando pra fazer outra coisa… e quase nunca recebo atenção.

A fascinação é tamanha que o levei pra ver o “show da galinha” que fazia parte de um espetáculo do circo – sem animais, por sinal –  que estava na cidade há um tempo (detalhe: fui porque queria ver a reação do menino assistindo ao vivo, já que ele gosta tanto e para fazermos um programinha diferente do que estamos acostumados). Ele dançou, pulou, gritou e adorou ver aquela bolota azul com pintas brancas e seus amigos bichos no picadeiro.

Sei que muitas mães dariam os dentes da frente para o filho ficar quieto e deixá-las fazer as atividades diárias, porque é muito mais fácil, óbvio. Mas e no futuro? Você quer mesmo que seu filho prefira ficar dentro de casa assistindo porcarias na televisão (porque depois não vai ser você quem escolherá os programas) ou jogando vídeo game?!

Então, para resolver o problema eu decidi limitar o tempo. Simples. Tá, ele faz um escândalo quando eu digo “não” mas tudo é uma questão de conversa e paciência. Eu falo que não é hora e que ele pode ir brincar no quintal ou invento alguma coisa bacana pra fazermos juntos. Sempre ouço um minuto de choro mas funciona.

Você pode me achar doida, excêntrica, neurótica mas eu não ligo. Quem sabe o que é melhor para os filhos são os pais e, no meu caso, prefiro o Sol, o vento, a areia, a terra, os parques, os passeios de bicicleta e tudo o que possa fazer meu filho ter uma infância bem aproveitada.

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Um dia só meu!

A querida Pirenópolis

A querida Pirenópolis

Mãe que é mãe sabe. Existem dias que desejamos silêncio, descanso e sem nenhum relógio por perto. Eu e João temos nossa rotina diária, fazemos praticamente as mesmas coisas todos os dias nos mesmos horários. Para mim, é importante estabelecer essas normas porque assim vivemos mais tranquilos. Quando digo “tranquilo” é porque o pequeno já sabe que hora do banho é hora de tomar banho, hora de dormir é hora de dormir e ele não faz nenhum escândalo porque já está acostumado com a sequência do nosso dia a dia. Mas viver em uma rotina ás vezes fica meio chato, mesmo que seja pra ajudar meu destruidor a entender que pra tudo tem sua hora.

Então, para (tentar) manter a sanidade em dia e não tirar a rotina do pimpolho só porque EU estou cansada e louca, combinei com meu marido um passeio só da mamãe, quer dizer, só da Bia. Isso mesmo, um dia inteiro sem ser a “mãe” e ser somente “Bia”. Saí de casa cedo e fui para a rodoviária encontrar uma querida amiga para passar um dia em Pirenópolis – GO. Ah, e detalhe, nem precisei deixar comida pronta porque tenho um marido lindo, compreensivo e dedicado em tudo o que faz. (Não, não estou puxando o saco dele).

Resumindo, meu dia fora de casa foi delicioso, tranquilo, quente, recheado de risadas gostosas e comilanças. Quando finalmente cheguei, meus amores estavam jantados e se preparavam para tomar banho que, aliás, eu dei porque já estava com saudade daquela coisa fofa que é meu pequeno João.

Portanto, mães surtadas como eu, arrumem um tempo pra vocês. Nem que seja uma saidinha rápida, é um tempo precioso pra respirar fundo e sentir que você ainda é você e não só a mãe do fulano(a).